Enfado, essa indigência que foi deixar estar, e hoje estar onde se deixou antes estar.
O enfado é mais honesto entre a dependencia e o definitivo. Pois que não há definição na dependencia, nem definição de dependencia, nas quais o enfado se ache honestamente julgado.
O enfado é isso mesmo. Um estado inteiro de desprazer mal definido, um estar em-entre e a meio, livre de decisão maior, fátuo no seu pequeno azedume de manhã mal acordada. E assim se julga, sem ralar ninguém.
E depois, depois.
Vejam que um dia se senta de frente a nós, e fala-nos do que já decidimos e do que foi deixado. Estar.
Estar. E fica apenas só.
É quando se canta por ele, deitando penas ao acaso do enfeite encanto, que ele se faz enfado pujante. Triste e gaiato.
Em fado;
E é desse a que temos luso-direito, por definição e de rosto.
E é esse fado que diz tanta vez, conquistando a severidade, Saudade
Que se deixe estar, assim.
❤️
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