será tão mútuo que quando eu acordar amanhã vou parecer cinza, como aquela pedra em que você tropeçou e que desfez teu pé rosa em milhões de partículas desnecessárias para o chão.
chão, pedra, partícula, fragmento, texto.
teu colo, eu colo, colado, cantado, surrado.
e achei essa fibra negra, de teu cabelo ondulado, abandonado na prateleira junto aos livros do sartre, do llosa, do nabokov e do hesse, como se fosse esse fio condutor de energia entre discrepâncias e memórias cancerígenas, essa falta de tudo para fazer descansar a ansiedade pelo nada.
algo tão desnecessário quanto a gente, não nós, mas sim essa gente que fede a humanidade.
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